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LinkedIn 2026: Tendências e estratégias para criar comunidades de valor

21 de outubro de 2025 · 4 min de leitura

Ana Ferreira

Ana Ferreira

Fundadora e CEO, Marketing Lab

Durante anos, o LinkedIn foi visto apenas como a plataforma onde se procura emprego ou se publicam vagas: um currículo digital, pouco mais. Essa perceção está desatualizada. Cada vez mais, é no LinkedIn que fundadores, consultores e pequenas empresas B2B constroem autoridade, geram conversas e, no fim, fecham negócio.

Para marcas portuguesas que vendem a outras empresas, ou a profissionais individuais como consultores, contabilistas ou formadores, o LinkedIn costuma ser a rede mais subaproveitada do portefólio. Neste artigo explicamos porquê, e como aproveitar melhor o que a plataforma já oferece.

Porque é que o LinkedIn muda a forma como se comunica

A diferença fundamental entre o LinkedIn e o Instagram ou o TikTok não é o formato: é a intenção de quem está do outro lado. Quem entra no LinkedIn está, geralmente, num estado de espírito mais recetivo a conteúdo profissional, recomendações e networking. Isto significa que um post bem escrito, sem grande produção visual, pode gerar mais conversas de negócio do que uma campanha cara noutra rede.

1. Newsletters como ferramenta de autoridade

A funcionalidade de newsletters dentro do LinkedIn permite enviar conteúdo regular diretamente a quem subscreve, com uma notificação própria, sem depender inteiramente do algoritmo do feed para chegar às pessoas. Para um consultor ou uma pequena agência, isto é uma forma de construir uma lista de contactos interessados dentro da própria plataforma, sem custo adicional.

O formato mais eficaz costuma ser simples: uma ideia por edição, escrita como se estivesses a explicar a um cliente, não como um comunicado de imprensa.

2. Eventos em direto (áudio e vídeo)

O LinkedIn tem vindo a investir em ferramentas para criar e gerir eventos dentro da própria rede: webinars, masterclasses, painéis de conversa. Para negócios de serviços, isto é particularmente valioso: um evento em direto onde respondes a perguntas ao vivo gera mais confiança do que qualquer publicação isolada, porque mostra conhecimento real, sem guião.

3. Segmentação de anúncios mais eficiente

A publicidade no LinkedIn continua a ser mais cara por clique do que noutras redes, mas também permite segmentar por cargo, setor e dimensão de empresa, o que a torna especialmente eficiente para quem vende para um público B2B muito específico. Uma campanha mal direcionada no LinkedIn desperdiça orçamento depressa; uma campanha bem segmentada, mesmo com um investimento modesto, pode colocar-te à frente exatamente de quem decide.

4. Conteúdo em primeira pessoa vence sempre

O LinkedIn está cada vez mais a afastar-se de publicações corporativas frias e genéricas. O que gera conversa são histórias pessoais, decisões reais e aprendizagens, inclusive erros. Um post que descreve um problema real que resolveste para um cliente, com contexto e sem soar a anúncio, tende a gerar mais interação do que uma publicação institucional sobre "os nossos valores".

Oportunidades para consultores, coaches e negócios B2B

O LinkedIn é especialmente poderoso para quem vende conhecimento ou serviços especializados. Um consultor financeiro, por exemplo, pode publicar semanalmente uma dica prática sobre gestão de investimento e organizar um evento mensal em direto para responder a dúvidas: a combinação de conteúdo regular e presença ao vivo é o que gera confiança suficiente para alguém pedir uma reunião.

Estratégias práticas para começares

Publica com consistência antes de publicares com frequência: uma publicação de qualidade por semana costuma gerar mais resultado do que cinco superficiais espalhadas ao longo dos dias. Trabalha tanto o perfil pessoal (do fundador ou de quem lidera a equipa) como a página da empresa: no LinkedIn, o alcance orgânico de um perfil pessoal costuma ser muito superior ao de uma página empresarial. E usa a publicidade de forma cirúrgica, com campanhas bem direcionadas a um público específico, não campanhas genéricas de "awareness".

Erros comuns a evitar

Usar o LinkedIn apenas como quadro de anúncios de vagas ou promoções. Escrever num tom demasiado formal e impessoal, sem nunca deixar transparecer quem está por trás da marca. Falar apenas da empresa e nunca das pessoas. E, o erro mais comum de todos: publicar de forma irregular, com semanas de silêncio seguidas de rajadas de posts, o que dificulta qualquer construção de audiência.

O LinkedIn como espaço de comunidade, não só de currículos

A mudança mais relevante no LinkedIn nos últimos anos é esta: a rede deixou de ser apenas um espaço transacional (empregos, vagas, contactos) e passou a ser um espaço relacional, onde se constroem comunidades à volta de temas e pessoas. Quem souber usar esse espaço para partilhar conhecimento de forma consistente, em vez de apenas vender, tende a colher os resultados mais cedo, e de forma mais duradoura.

Se queres começar a usar o LinkedIn de forma mais estratégica mas não sabes bem por onde pegar, é exatamente esse trabalho que fazemos com as marcas que nos procuram: estratégia, conteúdo e consistência, sem teres de gerir tudo sozinho.